A Desteque- Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente, viu aprovada, na 1ª Fase, a sua candidatura ao Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), cujos resultados foram hoje publicados no website oficial do Portugal 2020.

O reconhecimento da Desteque como DLBC, significa que vai poder continuar a gerir fundos comunitários destinados ao desenvolvimento rural, como tem feito nas últimas duas décadas, com a missão de promover a afirmação de um território sustentável e coeso, que valoriza os seus recursos endógenos diferenciadores em favor do desenvolvimento económico, da criação de emprego, da geração e fixação de rendimento, em perfeita sintonia com a preservação dos valores ambientais e culturais, capaz de fixar e atrair população, novos investimentos e iniciativas.

Com a transição de Quadro Comunitário os Grupos de Ação Local (GAL), como é o caso da Desteque, têm de renovar a sua intenção e provar a sua capacidade para continuar a gerir programas comunitários destinados ao desenvolvimento local.

A Desteque, como os restantes GAL, submeteu-se a essa avaliação, definindo a sua estratégia, de acordo com as exigências do novo Quadro. Essa estratégia foi preparada de uma forma participada, em conjunto com os diversos agentes de desenvolvimento do território, públicos e privados, nomeadamente promotores do anterior quadro, associações agrícolas, comerciais, de serviços e industriais, instituições de ensino superior, instituições de ação social e os mais diversos organismos existentes na área de abrangência deste GAL. Todas as opiniões e ideias foram vertidas para o plano estratégico, trabalhado em cada fase sempre com a participação da comunidade. O que resultou deste trabalho foi a aprovação da estratégia de Desenvolvimento de Base Territorial e o reconhecimento da Desteque como entidade competente para continuar a gerir os programas comunitários.

Com a candidatura DLBC Rural “Entre xistos e Granitos – terra quente transmontana” reuniu as condições para a 2ª fase do concurso.

A macro estratégia apresentada fundamenta-se nos resultados do diagnóstico estratégico do território, explorando os cruzamentos entre os pontos fortes e as oportunidades (vantagens competitivas), os pontos fracos e as oportunidades (necessidades de reorientação), os pontos fortes e as ameaças (as necessidades de defesa), e capitaliza o conjunto de contributos fornecidos pelos principais stakeholders ao longo de sessões de trabalho e entrevistas que animaram o período de elaboração.

Os desafios são vários: demografia, sustentabilidade dos territórios rurais, considerada na sua tripla dimensão – ambiental, social e económica, coesão, abertura ao exterior ou de como participar nas dinâmicas globais, criação de capital humano, criação de capital social e do reforço da capacidade institucional.

A Desteque tem agora de continuar a trabalhar na persecução de objectivos bem definidos:

Valorizar e divulgar o património ambiental e cultural da região contribuindo para o reforço da identidade das comunidades locais e para a dinamização de processos de desenvolvimento local;

Promover o empreendedorismo, a inovação e a atração de iniciativas e investimentos que contribuam para a diversificação da atividade económica das zonas rurais, para o desenvolvimento das principais cadeias de valor presentes no território e para o acesso a mercados;

Promover o emprego, a empregabilidade e a coesão social;

Reforçar o capital social e institucional local.

E é com base de nestas premissas que a Desteque vai agora preparar o seu Plano de Ação, que será submetido à 2ª fase de candidatura para a aprovação final ao DLBC.

Recordamos que a DESTEQUE tem como área de ação específico os concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor.